A metafísica aristotélica estuda a substância imutável. Para ele, tudo é parte desta substância primeira e não há nada que exista sem que tenha vindo dela. A substância imutável é imóvel, mas move a todas as coisas. Essa força motriz possui um caráter divino e isto faz da metafísica uma teologia. Afirmando que o universal torna o conhecimento possível, Aristóteles não demonstra como ele se perpetua no alheamento das esferas individuais. Logo, no pensamento aristotélico, não é o universal o melhor candidato que corresponde ao papel de substância, pois este não diz respeito à realidade sensível das coisas que existem no mundo de forma direta, mas é a forma que corresponde, visto que a mesma é basicamente pura e não é material, ou seja, encontrando por esse viés um jeito de objetar Platão, Aristóteles afirma que a forma ela é substancial, posto que é pura e é imaterial, sendo universais as substâncias secundárias, e não as primárias como a forma.
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