segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Entre meses

Ciente das sugestões que então propusera,
Desconhecendo após seguidos passos tortos,
O caminho perdido em que outrora buscara,
Abraçar-se mendaz aos seus próprios ossos,

Cometera o engano de saber o que dissera
E falara que de nada poderia mais ter feito,
Pois a sociedade muda sempre a sua esfera:
Excluir-se dos amigos era parte do seu jeito!

Não sentira afinidades, como os utilitaristas.
Era o vazio corrosivo em que jazia o coração.
Até o nome de registro recebido era malsão...

Quisera ter morrido para ver novas facetas,
Concluir que nada existe no dia precedente,
Que não achasse o fim logo no subsequente!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Inquietações

Quando houveres apagado

Ou escrito com o seu alfabeto de planos,

Quando as ruas deixarem de poluir

O oxigênio corrosivo dos artistas errantes,

Teremos a chuva debaixo do sol

E o mormaço abraçado nas ventas,

Como o doce sabor de um ponto

Perdido no suco de clorofila?

Deram-nos a receita para os riscos que corremos,

Poderemos saber reduzir os danos?

Porque, no jardim de Epicuro,

Sempre anoitece mais cedo

E o luar lá se conjuga como verbo;

Pendant qu' il y aie la represssion,

Não haverá obediência!

Il n' y aura pas de l' obéisance,

Enquanto houver a repressão!

Vamos ao que for demais,

Deliremos juntos pelo desespero

E quando houver o dia amanhecido,

Que se quebrem as garrafas pelo chão,

Nas águas calmas estaremos flutuando,

Sem entender qualquer problema

Em distração demasiada e ociosa,

Pois no momento em que chegar a tempestade

Já estaremos cada qual em nossa ilha,

Formaremos todos nós um continente,

Sem saber se há no sol marés de fogo,

Com uma onda de calor nos dissolvendo!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Partidário da irreprimível espontaneidade inocente e selvagem que não se persuade pelas ideologias dominantes do poder particular que sobrepuja ao coagir os indivíduos na esfera em que atua, encarregado de ser livre ao libertar os que estão presos às falácias sequiosas desses ratos asquerosos de esgoto engravatados nos roubando, integrante das massas oprimidas e minoritárias que exploradas respondem com ação direta nas ruas ou aonde não importa contra tantos parasitas miseráveis sanguessugas, camarada dos que querem ter acesso às condições do necessário para todos de maneira que exista só na base da pirâmide o que for essencial a todo mundo, ou seja, o fundamental é preciso: sou um companheiro da liberdade sem dogmas em busca de ampliá-la para onde houver espaço em que se possa permitir a expansão das suas amplas expressões como sorrir... um brinde feito em nome da Estéticaóticaéticaludimultimetapoética!