terça-feira, 3 de julho de 2012

Microcríticas à razão pura

Nem tudo que é pensado pode ser compreendido. A razão possui limites, ultrapassa a experiência depois que a mesma tiver sido feita. O conhecimento dos fenômenos parte da experiência. A razão nem sempre é subjetiva, pois engloba muitas vezes a objetividade, de modo que é a base que dá fundação à crítica. A razão justifica os conhecimentos a priori depois que se debruça sobre eles. A metafísica está para a razão, assim como a criança para os seus primeiros passos. Os conhecimentos fundados na experiência são contingentes. Os conhecimentos a priori são necessários.


A crítica da razão pura estabelece os limites do conhecimento, e se isenta de justificar a função do pensamento. A razão pura pensa as ideias abstratas de forma prática. A experiência produz conhecimento, mas nem todos os saberes são provenientes dela. Os conhecimentos a posteriori nos mostram um estado de coisas que são transitórias. Quando puro, o conhecimento a priori está desvinculado da experiência. Se o conhecimento é a priori, então é um juízo necessário, claro, distinto e indubitável. Tudo o que for puro e a priori tem caráter universal.


A tarefa da filosofia consiste em combater as incertezas e falácias nas opiniões filosóficas. Os juízos analíticos são semanticamente verificáveis. Os juízos sintéticos a priori são exatos e precisos. Da experiência é que são extraídos os juízos sintéticos a priori. O transcendental se ocupa de como conhecemos as coisas do mundo. O conhecimento é sensorial e também racional. As impressões passam pelos sentidos e os conceitos pela razão são formulados. Aquilo que sentimos só existe em nós como fenômenos representados pela nossa intuição. É o pensamento que torna o mundo uma coisa possível.


Os conceitos e as intuições puras são elementos do nosso conhecimento a priori das coisas. A intuição é sensível. Os conceitos são inteligíveis. As ideias são os conceitos da razão pura. O múltiplo é conhecido pela nossa intuição que o sintetiza. O entendimento só é alcançado na esfera do conhecimento quando se parte do estudo dos fenômenos. Os conceitos do entendimento são referenciais para as ideias da razão, de modo que estas o sistematiza e unifica, fora dos limites da experiência. As coisas em si não se manifestam no mundo fenomênico, não podemos conhecer coisas assim. As ideias da razão transcendem a linha da experiência. O entendimento legisla sobre os fenômenos físicos. A vontade final da razão é corresponder os objetos às ideias, aplicando a sua legislação sobre os domínios do conhecimento.

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