Microcríticas à razão pura
Nem tudo que é pensado pode ser
compreendido. A razão possui limites, ultrapassa a experiência depois que a
mesma tiver sido feita. O conhecimento dos fenômenos parte da experiência. A
razão nem sempre é subjetiva, pois engloba muitas vezes a objetividade, de modo
que é a base que dá fundação à crítica. A razão justifica os conhecimentos a
priori depois que se debruça sobre eles. A metafísica está para a razão, assim
como a criança para os seus primeiros passos. Os conhecimentos fundados na
experiência são contingentes. Os conhecimentos a priori são necessários.
A crítica da razão pura
estabelece os limites do conhecimento, e se isenta de justificar a função do
pensamento. A razão pura pensa as ideias abstratas de forma prática. A
experiência produz conhecimento, mas nem todos os saberes são provenientes
dela. Os conhecimentos a posteriori nos mostram um estado de coisas que são
transitórias. Quando puro, o conhecimento a priori está desvinculado da
experiência. Se o conhecimento é a priori, então é um juízo necessário, claro,
distinto e indubitável. Tudo o que for puro e a priori tem caráter universal.
A tarefa da filosofia consiste em
combater as incertezas e falácias nas opiniões filosóficas. Os juízos
analíticos são semanticamente verificáveis. Os juízos sintéticos a priori são
exatos e precisos. Da experiência é que são extraídos os juízos sintéticos a
priori. O transcendental se ocupa de como conhecemos as coisas do mundo. O
conhecimento é sensorial e também racional. As impressões passam pelos sentidos
e os conceitos pela razão são formulados. Aquilo que sentimos só existe em nós
como fenômenos representados pela nossa intuição. É o pensamento que torna o
mundo uma coisa possível.
Os conceitos e as intuições puras
são elementos do nosso conhecimento a priori das coisas. A intuição é sensível.
Os conceitos são inteligíveis. As ideias são os conceitos da razão pura. O
múltiplo é conhecido pela nossa intuição que o sintetiza. O entendimento só é
alcançado na esfera do conhecimento quando se parte do estudo dos fenômenos. Os
conceitos do entendimento são referenciais para as ideias da razão, de modo que
estas o sistematiza e unifica, fora dos limites da experiência. As coisas em si
não se manifestam no mundo fenomênico, não podemos conhecer coisas assim. As ideias
da razão transcendem a linha da experiência. O entendimento legisla sobre os
fenômenos físicos. A vontade final da razão é corresponder os objetos às
ideias, aplicando a sua legislação sobre os domínios do conhecimento.
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