Podre e depredada pedra
Onde o vento escurecia
O dia da noite se despedia
E a tácita atitude tática
Dos seus entes dissidentes desterrados
Permanecia;
Pedra depredada e podre
O retrato estupefato imediato
Do escarro de uma fria fantasia
É a poesia em melhoria da miséria
Dos seus devidos duvidosos devaneios
De euforia;
Depredada e podre pedra
No ponto de poeira do porto
Meu sou seu sou meu sou eu
Eu sou meu sou seu sou meu
Sou seu eu sou meu sou seu
Seu sou eu sou meu seu soul;
Pedra podre e depredada
Arqueada a arcada é um marco
E o céu mais um véu menestrel
Terno ao termo do indeterminado
Nas águas as malas da mágoa
Um brinde à sentença dos réus!
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