quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O argumento da linguagem privada em Wittgeinstein

Wittgeinstein desenvolve, nas suas Investigações filosóficas, o argumento da linguagem privada, em referência tanto ao autoconhecimento quanto as manifestações comportamentais e às descrições das experiências, bem como ao conhecimento dos estados mentais alheios e às exteriorizações do que foi experimentado. Wittgeinstein ainda utiliza o argumento em referência ao quando o nome quer dizer a sensação, de maneira que nem sempre corresponde este àquela, ou seja, ele propõe que os nomes não possuem uma relação de obrigatoriedade necessária e objetiva para com os significados que almejam expressarem, que pretendem descreverem ou designarem. Em outras palavras, ele quer dizer com isso que os nomes correspondentes a determinadas sensações não podem ser atribuídos sempre ao que se sente, podendo ser muito diferente o que ocorre do que geralmente se quer dizer quanto ao que houve.

A linguagem privada parte da subjetividade para o fora, na perspectiva de só poder ser entendida completamente por aquele que a fala – caso contrário não seria linguagem privada, mas pública ou social –, não podendo ser ensinada para quem quer que seja, porém sendo-lhe permitido empiricamente se manifestar como parte do ser que profere a linguagem privada e o seu argumento. Dito de outro modo, cada qual possui a sua linguagem privada, considerando a própria subjetividade quando irá proferi-la, de maneira que os significados do conteúdo expresso constituirão concepções pessoais no que diz respeito ao significado das ditas palavras usadas naquele momento por qualquer pessoa que possa falar ou então expressar-se de qualquer maneira a respeito de algo.

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