Quando houveres apagado
Ou escrito com o seu alfabeto de planos,
Quando as ruas deixarem de poluir
O oxigênio corrosivo dos artistas errantes,
Teremos a chuva debaixo do sol
E o mormaço abraçado nas ventas,
Como o doce sabor de um ponto
Perdido no suco de clorofila?
Deram-nos a receita para os riscos que corremos,
Poderemos saber reduzir os danos?
Porque, no jardim de Epicuro,
Sempre anoitece mais cedo
E o luar lá se conjuga como verbo;
Pendant qu' il y aie la represssion,
Não haverá obediência!
Il n' y aura pas de l' obéisance,
Enquanto houver a repressão!
Vamos ao que for demais,
Deliremos juntos pelo desespero
E quando houver o dia amanhecido,
Que se quebrem as garrafas pelo chão,
Nas águas calmas estaremos flutuando,
Sem entender qualquer problema
Em distração demasiada e ociosa,
Pois no momento em que chegar a tempestade
Já estaremos cada qual em nossa ilha,
Formaremos todos nós um continente,
Sem saber se há no sol marés de fogo,
Com uma onda de calor nos dissolvendo!
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