sábado, 14 de abril de 2012

Rotopolis

Play-hippies e paty-rockers nos bares, os totalistas dançando com os apagados, libertários amplamente autoritários; decadentes que não passam de fascistas cafetocapitalóides intentando se esconderem atrás de lentes anarquistas, prostitutas tem feridas purulentas com cínicos de si mesmos e viciados em jogos eróticos fomentando uma pornologia da repetição; sofistas guerreando com palavras, jamais alguém se ocupa com a sua segurança, o seu bem estar é um mal para muitos; médicos fornecendo novas drogas ao mercado, enfermeiras dependentes se picando, paranóicos que se apoiando no lado mais forte são incapazes de viver sem medo; militares ou militantes e a mesma etimologia, antípodas delirantes e esquizopositores encenando no teatro do absurdo, distorções no processo comunicativo com alterações comportamentais prévias; cirandas de motos com pêpas drogados nas ruas... Não ter princípios (an-arché) nos faz ser de todo mundo e assim sendo todo mundo vem a ser nosso também: metapoesiartística na consciência autofágica, fluxos de seres e máquinas corpóreas no caos urbano noturno – sarcofusão.

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