segunda-feira, 9 de abril de 2012

Uma música para os poros

Sonhar não é sempre iludir-se

São os sonhos que o mundo movimentam

Não abdique os palpitares no seu peito,

Pois talvez alguma coisa exista nisso

Viva sempre pelo sempre para sempre só que nunca como sempre

Alterne o que se segue dos seus dias

Que as tuas raízes sejam aéreas

Para que enxergues na altura e na profundidade

Bahianárquicas doses de cra-vinho e ser-veja...

Se o amanhecer se por

E se o anoitecer raiar,

A condição do meu viver será a tarde

E a razão da minha morte a madrugada.

Cedo as notas do incenso inebriante ao existir completamente!

Nós somos a resposta que buscamos para um mundo de problemas?

Ver um sorriso é mais real que um discurso

Implante em mim as chaves da centelha do instante das conquistas dos momentos,

Pois as aspas são algemas,

Vis cadeias que embrutecem:

Que se abram todas as portas

Por todas as chaves

Com todos os sons

E das formas que forem possíveis!

Continuamente viva, como a chama que se move, e nunca se apaga, como o fogo dos meus anos...

Quero sempre que o incêndio se alastre,

Pois existo nos limites do contraste.

O passado será vivo na lembrança,

Que retorna inalterável pelo tempo:

As vontades que eu tenho não saíram da estante!

Desejo todos os séculos dos milênios

Desejo todas as décadas dos séculos

Desejo todos os anos das décadas

Desejo todos os meses dos anos

Desejo todas as semanas dos meses

Desejo todos os dias das semanas

Desejo todas as horas dos dias

Desejo todos os minutos das horas

Desejo todos os segundos dos minutos

Desejo todos os milésimos dos segundos

A vida Com vida Há vida

A vida Convida À vida!

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