No cotidiano nós ganhamos e perdemos motivos.
Sentimos vontade, ao fim dos dias, de jogar tudo para o alto,
Mulambulando sem destino até que a morte nos encontre.
A temporalidade, nesse mundo, perderá todo o sentido,
Tão verdadeiramente que já não percebemos mais o que se está vivendo.
E ao dizermos isso, em outras palavras nós confirmamos que o momento mudaria se pudesse, e que estivemos sempre nas fronteiras dos limites procurando algum sentido.
Agradecemos pelo tempo que nos foi atribuído.
Conquistamos o que nós devíamos e não aquilo que nós procurávamos.
Se não fosse dessa maneira, o mal não teria mais peso valorativo quanto aos critérios do bem.
Pois feito mais bem do que mal, considera-se o mal sobre o bem.
Não quisemos nos fazer compreender como alguém que reclamava.
Não pode ser, pois já não é.
Elas tratam da ausência dos ideais que nos movimentam e se dissolvem quando a morte está mais perto,
São referentes à distância que separa os mundos que se contemplam nos espaços vazios do ilimitado.
Não existem mais diversões divertidas no beijo vazio dos lábios do nada.
Precisamos sempre fomentar o escambo cognitivo sobre as estepes da consciência,
E se a metempsicose for real sermos ciganos, nômades ou beduínos do deserto que não cansam.
Não estamos precisando nada, pois já não importa nesse momento qualquer coisa.
Não é dialética e nem semiótica, sumira a retórica, morrera a licença poética: é um fluxo inesgotável de afetos inomináveis e sem controle.
Se a felicidade for de alguém ou algo dependente, não haverá nenhum sorriso em toda a vida.
O que está feito já não pode ser desfeito e poderá não mais ser feito quando tudo for desfeito ao não ser feito o que foi feito será feito o que está feito ao ser desfeito o que foi feito.
Não assustamos a saciedade pelos pormenores, com certeza eles não possuem a maior relevância e possivelmente qualquer valor considerável.
Assim nos opusemos ao demasiado persuasivo
E agora vamos manter a distância segura,
Pois tudo é estar perigoso.
Entregaremos à sociedade o percurso das nossas ações e veremos desvanecer todos aqueles que quiseram o nosso bem.
Nossos votos de que as novidades não tenham a força de nos destruir e que o amanhã esteja sempre ao nosso alcance.
"Não existem mais diversões divertidas no beijo vazio dos lábios do nada..." Poxa... Ç.Ç
ResponderExcluirtudo é estar perigoso
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