sábado, 3 de dezembro de 2011

Necrogênese

Para os próprios filmes não é mister gosto,
O seu teatro-instinto às bestas apetece,
Tão sulfuroso quanto aterro de monturos,
Outrora estando limpo agora emporcalhou-se.

No quarto incenso de fragância física,
Sombras de gangrena sobre a pele exangue,
Pústulas fechadas, cascas arrancadas de feridas,
Gotas do fim da tarde no seu corpo langue!

Sem rumo pelas ruas no niilismo e só,
Fica pressentindo os seus dias finais.
O tempo não retorna, relógio do infinito...
Moveu os seus ponteiros e alarmou: jamais!

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